terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Blasfémia

São 18h30. Após um telefonema simples a perguntar se quero fazer alguma coisa amanhã, respondo com um ríspido "tanto me faz". Depois de desligar, atiro com desprezo o telemóvel para o lado e desato a chorar silenciosamente. A banda sonora pede o génio de Bill Callahan, sob forma de Smog. Ponho a tocar a Rock Bottom Raiser. As lágrimas secam lentamente deixando sulcos cravados na minha cara não me deixando esquecer a sua existência. Fico mais calmo. Calmo, mas continuo mal. Mal comigo próprio, mal com as pessoas, mal com o mundo… E daqui não consigo sair.

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