A tua cabeça é um parque de estacionamento cheio. Nós vamos de carro dentro dela a procura de lugar. Não há. Tudo cheio. Deve ser Domingo. Na tua cabeça é sempre domingo. Domingo de Shopping cheio de famílias felizes que gastam alegremente o seu dinheiro que amealharam no mês anterior ou num crédito qualquer com juros inflacionados. Mas isso não interessa para agora. O que é certo é que não há lugar. Ah, a esperança, luzes de marcha-atrás. Engano, apenas o ajeitar de um carro ao lugar. Que bom para ti – penso eu – tens mais um pensamento no lugar. Continuamos a nossa viagem pelos teus pensamentos. Engraçado, esperava ver carros melhores por aqui. E que desarrumado… K8, P7, tudo cheio, tudo cheio. Seguimos, viramos a direita, chegamos à letra X. Como se marcasse o lugar. Oh, parece-me que esta zona ainda não foi muito explorada. Alguns carros estacionados desordeiramente sem respeito pelas linhas como se aqui não houvesse limites. É aqui que paramos. Entre o X11 e X12.
terça-feira, 9 de março de 2010
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