Oliveiras cinzentas. O crepitar a lenha que arde ferozmente na salamandra que estala com calor. O quase silêncio da televisão que quase se ouve. O barulho de fundo a Amélia na sua azáfama diária. A gata que se embrulha na carpete.
Olho em frente, respiro fundo. Raspo os pés na cadeira: é um tique nervoso. Lá ao fundo ouço o latir de um cão chateado com passagem das pessoas na rua. Sinto-me numa paz falsa e desassosegada. A gata volta para perto da salamandra e enrosca-se tão perto que parece impossível que se queime. Dói-me pensar. Os emails chovem-me e não me apetece estar relacionado. Vou fazer apenas e só o que tenho a fazer e voltar descansar. Ouço o ruido rotatitivo e repetitivo da máquina de lavar roupa. Faz-me lembrar a minha cabeça.
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